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quarta-feira, 14 de março de 2012

FALTA DE SEGURANÇA DEIXA COMUNIDADES EM DESESPERO

Prefeito Ricardo Celoni ao lado do Padre Ademar disse que Ramilândia  vive dias de medo por ter sido considerada tranqüila demais.


Faz algum tempo que Ramilândia perdeu a ligação com o adjetivo ‘Pacata’, pelo qual ficou conhecida. Moradores do município com pouco mais de quatro mil habitantes, têm vivido dias assustadores, devido os altos índices de criminalidade e vandalismo. O abuso passou a ser tão grande que nem a própria delegacia livrou-se de apedrejamento. São tiroteios, ameaças, roubos, casos envolvendo drogas e armas acontecendo com freqüência, tudo isso porque, desde dezembro, a cidade está sem policiamento, por ter sido considerada “tranqüila demais”. Devido a fatos como este, na semana passada, a comunidade do Rio Xaxim, serviu de sede para protesto que contou com autoridades vizinhas, inclusive a Delegada Tany Razera e o comandante da Polícia militar Cláudio Ricardo, que foram convidados para dar satisfações e responder as dúvidas da população. O Promotor e o Juiz responsável pela comarca foram convocados mas não fizeram-se presentes. Segundo a delegada Tany Razera, Ramilândia deveria ter no mínimo três e no máximo nove policiais, no entanto, Matelândia que é responde pela cidade, tem ao todo 12, e fica a 20 quilômetros de distância. Além de também responder, pelos municípios de Diamante do Oeste, Vera Cruz, Céu Azul , incluindo as comunidades locais. Indignados com essa situação, aproximadamente 300 moradores reuniram-se ontem, pela segunda vez, em Vila Esmeralda, distrito de Matelândia, para participar de manifestação pacífica seguida de celebração, ministrada pelo Padre Ademar e o Pastor Cláudio, igreja Luterana. Faixas com frases que pediam por segurança, foram trazidas por crianças das comunidades vizinhas, Rio Xaxim, São Roque, Vila Brasil, Vila Rural e Santa Luzia. Entre as autoridades políticas, o assessor de gabinete de Matelândia, Kamei, vereadora Kátia, representantes de Céu Azul, Vera Cruz e o poder legislativo de Ramilândia, juntamente com o Prefeito Ricardo Celoni, relataram a sua preocupação e comprometeram-se em procurar ajuda. “Peço para que Deus nos ouça e que as autoridades responsáveis tomem providências”, desabafou o Padre, que vem sofrendo ameaças. “A segurança é uma obrigação, um dever do Estado e um direito do cidadão”, destaca. “Queremos segurança para nossa população!”, disse Celoni e adiantou que estaria participando de uma comitiva juntamente com o presidente da Câmara Fábio Junior Campetelli, o Vereador Roberto Tosta e o Padre Ademar tendo como destino Curitiba. “Temos uma audiência agendada com na secretaria de segurança, com o chefe de gabinete Daniel Conde F. Ribeiro e a coordenadora estadual do conselho de segurança Michelli Lourenço Cabral”. Um documento contendo relatos recentes sobre o caos por qual Ramilândia vem passando, foi elaborado e assinado por secretários municipais, poder legislativo e executivo e representantes das comunidades, será encaminhado aos deputados e ao governo do Estado. A família do produtor rural Haroldo Bolduam, assassinado na semana passada, também participou emocionada, do manifesto.
Os moradores de Ramilândia, Vila Esmeralda, São Roque, Xaxim, Vila Brasil e Agro Cafeeira, marcaram presença, teve faixas e momento de revolta pela falta de segurança.

Fotos e Matéria: Nina Piastrelli Assessora de Imprensa da Prefeitura Municipal de Ramilândia

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