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domingo, 18 de setembro de 2011

FECHADO ACORDO PARA A TÃO SONHADA DUPLICAÇÃO DA BR 277

O MOVIMENTO É GRANDE NA BR 277, FOTO ESTA REGISTRADA PELO REPÓRTER CESAR BERGER EM 6/10/2010 NA SUBIDA DO RIO OCUÍ FEDERAL

Governo e concessionárias definem o primeiro trecho para a nova pista, com 15 km

Laís Laíny - O Paraná

A execução da primeira etapa da duplicação da BR 277 está deixando o plano das ideias e, em questão de dias, será formalizado acordo entre o Estado e a concessionária Ecocataratas. O acordo técnico para execução da obra que envolve valores e prazos para conclusão, já foi fechado. O nó da questão, que é a parte jurídica do processo, também está prestes a ser desatado. “Conversei ontem [quarta-feira] com o governador [Beto Richa] e dentro de poucos dias ele emitirá a ordem de serviço para fazer a duplicação”, afirma o coordenador da Microrregião Oeste, Sérgio Terres. A definição envolve 15 quilômetros, entre Medianeira e Matelândia, que já estão com os projetos concluídos e autorizados pelo DER. De acordo com o superintendente da Ecocataratas, Evandro Coutto Vianna, ficou definido que a concessionária fará a duplicação do trecho e que, posteriormente, será definido o impacto do restante da rodovia no contrato. “Daremos início à obra de 15 quilômetros e durante a execução vamos lidar com o impacto do restante no contrato. A questão é dar o início, depois discutimos o resto”, afirma. Impasses judiciais à parte, um dos entraves da duplicação é seu alto custo. Evandro antecipa que cada quilômetro duplicado custará, em média, R$ 4 milhões. A despesa total será de R$ 60 milhões. Ele explica as razões da obra sair tão cara. “Não é apenas a duplicação. A obra envolve trincheiras, marginais e viadutos. Para concluir esse trecho é necessário um ano. Nesse tempo, nada impede que seja fechado o acordo sobre os demais quilômetros”. Desde que foi anunciada a suspensão das ações judiciais envolvendo as concessionárias Estado e Ecocataratas têm se reunido quase que semanalmente para chegarem a um consenso. “Toda semana tenho galado com o secretário [de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho] e na última semana ele deu uma boa adiantada na questão da BR 277”, afirma Evandro. Segundo o coordenador regional do Estado, a proposta mais bem aceita até agora é a de prorrogação de contrato em troca duplicação. “Foram várias propostas feitas pelas duas partes em que um dos lados não aceitou”. Terres detalha que o Estado mantém a condição de que a compensação pela não incida no pedágio. O contrato com a Ecocataratas terminará em 2021. Ele foi assinado em 1997, com vigência de 24 anos.

Mecanismos para evitar aumento no pedágio

A proposta de aditar o contrato com a Ecocataratas por mais tempo é a mais “praticável”. Mas isso depende que o governo federal amplie a delegação da BR-277 ao Estado que termina um ano depois do fim do contrato com a concessionária. O gerente do contrato de concessão, engenheiro José Carlos Razzini detalha que há um empenho do atual governo em buscar essa ampliação e, principalmente, buscar mecanismos no contrato que não sobrecarreguem o pedágio. “A prorrogação do contrato vai depender que o governo federal seja sensível ao pedido. Tem se buscado recursos dentro do contrato que não encareçam a tarifa de pedágio que traz muitos problemas ao Estado”, afirma. O superintendente da Ecocataratas, Evandro Coutto Vianna, também fala desses “mecanismos”. Ele reconhece que a obra terá um impacto e que não há como abrir mão disso. Isso porque, haverá uma despesa concessionária. “De alguma forma vai ter impacto no contrato mas vamos conversar com o governo e decidir lidar com isso”.
         
 PREÇO DA  PRAÇA DE PEDÁGIO EM CÉU AZUL  FOTO CESAR BERGER   

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